BOLETIM DO MOVIMENTO ESTUDANTIL – EDIÇÃO 01

Saiu hoje a primeira edição do boletim oficial do Movimento estudantil da Unifesp Guarulhos! Para quem não teve acesso a versão impressa, disponibilizamos a versão online para download.

Clique aqui para visualizar!

A primeira edição nos serviu como experiência para elaboração de muitas outras, portanto a opinião de todos na construção dos próximos documentos é fundamental.

Divulgue, opine!

20 thoughts on “BOLETIM DO MOVIMENTO ESTUDANTIL – EDIÇÃO 01

  1. Essa gente deseja instituicionalizar a paralisação das atividades nos campus e tiranizam a todos que são contra. Igualmente ao que vi em 2010, os discursos e as pessoas que encabeçam essa paralisação são praticamente os mesmos. Pois o que está acontecendo é que muitos estão ficando em casa e só voltarão quando essa besteira de paralisação acabar, pois se leva tanto tempo de deslocamento que chegar lá pra ouvir gente discursando contra capitalismo e opressão é simplesmente uma afronta a quem, em muitos casos, trabalhou o dia todo.

    Tenho para mim que, se algum “revolucionário” está incomodado com as condições do campus, então fora! Ninguém é obrigado a permanecer na Unifesp, se são tão capazes, então que vão estudar em outro lugar que tenham melhores condições… todo mundo que foi fazer matrícula viu as condições do campus, portanto, não há “desavisado”, principalmente porque é implícito que no setor público as coisas vão a passos muito lentos exatamente por causa da forma como a máquina burocrática se estrutura. Se houve erros, provavelmente foi da própria Unifesp que se expandiu sem ter meios de se estabelecer, mas política é política e a ânsia por verbas faz um gestor prometer mundos e fundos. Particularmente, o que me atraiu no campus foi tão somente o corpo docente, que é de primeira linha.

    Pelo que vejo, muitos lá querem regalias sem merecer, querem auxílio estudantil pra ficar o dia inteiro no ócio e só sair da faculdade depois de 10 anos de curso sem nada produzir, o que é uma afronta direta a quem entrou lá com propósitos que, aos olhos dos “grevistinhas”, são considerados “individualistas”.

    Petição assinada!!!!!!!

    • “Tenho para mim que, se algum “revolucionário” está incomodado com as condições do campus, então fora! Ninguém é obrigado a permanecer na Unifesp, se são tão capazes, então que vão estudar em outro lugar que tenham melhores condições… ”

      Meu querido, você já parou para pensar no papel social da universidade pública?
      porque caso você não saiba – e sinceramente, acho que pelo teor do seu comentário você não deve refletir muito sobre isso – mas as universidades públicas são mantidas pela sociedade, portanto, cabe a ela dar retorno a mesma. Universidade precarizada reflete na sociedade com baixos níveis de educação, inclusive refletindo diretamente sobre a educação básica.

      Não seja ingenuo de acreditar que as coisas andam a passos lentos por falta de verba. É visível que há um interesse claro por parte do estado de não investir em educação superior. E isso é estratégico.

      Como eu disserto em meu texto sobre o “construtivismo acadêmico” é necessário que reflitamos sobre essa FALSA ilusão de que o pedagógico basta. Um olhar mais atento sobre a história da educação mostra que isso nunca foi verdade, não seria também agora se tratando do nível superior.

      • Mais um papo de “ONG” vindo de alguém que se julga fora da caverna. Provavelmente você se vê como importante para o movimento do todo, é o que a anima. Mas na prática é apenas mais uma entre tantos alunos que entraram lá por razões estritamente pessoais.

        “Parar para pensar o papel social da universidade pública”? Besteira… se eu pusesse o coletivo em primeiro lugar, obviamente comprometeria boa parte daquilo que depende estritamente de mim. Tanto que depois que os que aí estão pegar seu diploma será cada um por si, pois a faculdade não é um espaço abstrato fora da realidade onde os propósitos mais nobres prevalecem, basta observar o “academicismo” que corre pelos corredores. É possível que você veja uma fraternidade que na prática simplesmente não existe, pois lembre-se de que para estar onde você está nesse momento, muitos ficaram para trás numa competição chamada “vestibular”. Eis o ponto crucial: o mérito! É isso que torna impossível nivelar naturezas distintas, e não pense que você abandonou o princípio do mérito quando pôs seu pé na Unifesp. Mesmo que na sua cabeça o plano teórico esteja muito bem encadeado, o reino da prática, isto é, o local onde será latente a diferença entre o que se quer e o que se pode fazer, continuará dependendo do seu próprio esforço. Não nego que você, futura pedagoga, não possa transformar algo no social, mas esteja certa de que o seu objeto de atuação de longe terá essa dimensão que você hoje acredita ter.

        Quanto ao que você comentou sobre verbas, nunca disse que foi por falta dela, até porque o próprio diretor disse que o dinheiro está lá, mas o problema é que não houve interessados em construir o prédio, é possível que isso não tenha acontecido justamente porque os interessados não tinham brechas para, por exemplo, “levar um por fora”, já parou para pensar nisso? Pois onde rola dinheiro, rola tudo quanto é tipo de “jeitinho”, mas é claro… para os “marxistas conspiratórios de plantão” é mais fácil pensar que “alguém” da Unifesp está embolsando ou então que o dinheiro foi aplicado onde não devia. Se isso tivesse acontecido, a CGU, a imprensa ou seja lá o que for já teria caído matando… lembre-se de que bem menos o reitor anterior foi espirrado do cargo, por que com esse seria diferente se tais rumores tivessem alguma procedência? Vejo muitos criticarem algo que simplesmente não se dão ao trabalho de entender: a forma como o sistema se estrutura, algo que, obrigatoriamente, “os capivaras” deveriam conhecer antes de sair atirando pedras.

        Já quanto a ser mantida pela sociedade, bom… quanta coisa também é mantida os principais interessados simplesmente não reclamam? Quando você sair da Unifesp, irá queixar-se acerca do SUS ou na primeira oportunidade contratará um plano privado de saúde? Vai protestar de forma veemente por causa da precariedade dos transportes ou quando tiver a primeira oportunidade você, assim como muitos, vão correndo para a concessionária tirar o seu veículo? Entende a distância absurda que há entre o domínio do discurso e o da prática? Bom JAQ, acho que não é necessário maiores considerações, sob risco de termos “mais do mesmo”.

  2. Incrível!
    O Alpha não têm jeito.
    Em ano de eleição e a direção da Unifesp SP vazando água pra todo lado, basta ler e querer entender várias notícias publicadas neste próprio blog e este personagem que certamente não representa ampla maioria dos estudantes, delirando!
    Além do novo personagem “menininho sem noção”, teremos de criar outra categoria pra este “não ser”. Que tal “menino escrotinho”. Desta forma podemos
    dar descarga e ponto final.

    Filosofia (da práxis)

  3. Sim Marcelo, exatamente o que estamos fazendo, uma MANIFESTAÇÃO CONTRA A ALIENAÇÃO que sofremos nesse campus. Não temos a mínima estrutura, só para você saber o Encontro de Filosofia Política será na Vila Clementino por falta de ESTRUTURA no campus de Humanas da UNIFESP. Exatamente Marcelo, estamos nos Manifestando contra a ALIENAÇÃO burocrata á qual somos sujeitados e manobrados feitos GADOS HUMANOS a todo instante no setor ecucacional/social de nosso país. Sim, também estamos sendo EXPOSTOS, mas como patéticos por aceitar durante todo esse tempo essa rídicula situação em que encontramos nosso local de conhecimento. Ae vocês aparecem com uma petição on-line para a paralização da greve definindo os que são a favor dela como INDIVIDUALISTAS, sendo que estamos coletivamente nessa mesma luta.

  4. @Alpha seu comentário mostra bem quem você é… Uma pessoa cheia de pré-conceitos que para refutar meu comentário precisou falar da minha vida como se me conhecesse. Patético ao extremo. E nem vou entrar no mérito dos argumentos… Vergonhoso pensar que existem pessoas que pensam como você. Lamentável para o mundo.

    HAHAHHA mas tudo bem, o que esperar de alguém que se quer tem coragem de mostrar a cara? Eu pelo menos, com toda minha ingenuidade nunca precisei me esconder atrás de pseudonimos, sou mulher o bastante para arcar com as consequências das besteiras que falo.

    • Não seja infantil ao achar que todo aquele que pontua o que você fala é um preconceituoso, pensar assim é ser raso demais para quem, segundo o que você mesma disse, tem propósitos maiores. Enfim, quanto ao fato de você ser “mulher o bastante para arcar com as consequências e blá blá blá”, que bom pra você, mas não esqueça de que os “grevistinhas” rechaçam tudo o que não faz parte deles.

      Mas se acha que o anonimato faz de mim alguém inferior a você, saiba que não compartilho da mesma visão, pois para mim você é tão igual quanto qualquer um lá dentro, além disso… você trata os antigrevistas de modo tão pejorativo, mas o que dizer das pessoas que derramam mensagens de apoio aqui no blog e nas redes sociais e enquanto vocês protestam e se reúnem essa gente está no conforto de seus lares, não seriam eles tão alienados quanto aos que são abertamente contra? Para mim, eu fico em casa porque sou contra e ponto final voltarei quando as aulas normalizarem ou até irei para participar de algumas assembleias… mas e os que lhe dão incentivo e clamam a mudança, mas na hora de colocar a mão na massa simplesmente se limitam ao apoio moral e fazem “greve EAD”… é isso que você toma por “atitude”? Preferir o apoio apático à oposição, pelo menos para mim, é o fato realmente lamentável.

      • falar de mim sem me conhecer é me julgar com pré-conceitos. Desculpa, mas não vejo de outra forma.

        Quanto aos “grevistinhas”, pode ter certeza que lido bem com a oposição. A vida me ensinou a viver em contradição e lidar com críticas, posições diferentes e até mesmo rejeição. Não tenho grandes problemas com isso. Por isso que considero o anonimato uma forma covarde de lidar com a vida.

        Agora o que você problematiza é fato concreto, com certeza não queremos o apoio alienado das pessoas de pijama. No entanto uma oposição que não seja construtiva – e ai me perdoe, mas sua oposição pouco contribue com a nossa causa – também se mostra pouco útil.

  5. É visível o conformismo do brasileiro mesmo em uma universidade pública. Suas mentes estão moldadas a mercê do poder. O poder os diz o que ler; o que escutar; o que ver; o que comprar; o que estudar e como se não bastasse o que pensar. No entanto, eles não querem ver, estão embriagados de ilusões.
    Um movimento de greve que já se estende por mais de um mês nos faz perder muito, porém ficando de braços cruzados perdemos mais ainda. É magnífico ver que ainda há pessoas que não se conformam e tentam mudar o que está errado. A história da humanidade prova que a subversão é a única saída para nós. Todas as conquistas da classe inferior só foram possíveis porque pessoas com coragem para lutar o fizeram.
    O movimento de greve prova que ainda há esperança…

  6. Concordo Alpha, mas não são apenas chavões, mas medo principalmente. Muitos na unifesp trabalham o dia todo e necessitam muito das aulas, porém são capazes de sair da zona de conforto e abrir mão de suas necessidades e lutar. É fácil ficar estático criticando um movimento de greve como o nosso e de fato essa é a característica de uma boa parte do nosso povo que tem uma educação de berço ruim e a escola ainda pior porque é moldada de acordo com a vontade dos poderosos. Se todas as pessoas pensassem como alguns que aqui se manifestaram hoje ainda estaríamos vivendo sob o regime militar nos contentando com desculpas medíocres.

    • De certa forma, é igualmente fácil para eles. Agora o que nāo entendo é que a pedra fundamental dessa Paralisaçāo (o prédio) sequer é discutida, supondo que a justificativa do diretor seja suficiente e verídica, isto é, que de acordo com a lei o processo terá de ser repetido… por que nāo voltar às aulas? Sendo que se o diretor tivesse dito alguma inverdade, seria fácil refutá-lo.

  7. Para ambos os lados:
    A motivação de subversão da maioria parte de interesses pessoais ou de pequenos grupos, tribos e raças e nunca pelo que é correto ou o bem maior, portanto, toda e qualquer manifestação que visa o próprio bem é claramente fútil e sem valor.

  8. Eu vejo que a situação da Unifesp hoje é crítica e se tornará ainda mais se nada fizermos, não gosto nem um pouco da greve, assim como muitos que desejaram entrar nessa universidade e prefeririam estar estudando nesse momento, no entanto, se o movimento de greve desistir agora a reitoria incompetente e displicente vencerá. Fica claro que eles estão fazendo de tudo para vencer os alunos pelo cansaço e pior ainda marginalizando as ações dos poucos que lutam, pois sabem que em nosso país nada é conquistado sem que haja esforço e muita luta. Eu sei que para aqueles que não concordam com a greve é muito ruim perder as aulas contra sua vontade, mas sejam pacientes e saibam que apesar da grande perda que estão tendo nesse momento a recompensa que a vitória do movimento de greve poderá trazer será muito maior.

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